quarta-feira, outubro 19, 2011

Solidão

Você observa, e ninguém por perto. Você grita, e ninguém socorre. Preso em si mesmo, no seu próprio túmulo. Quem é o culpado? Ecos em sua mente... Você! Responde seu coração. Procura o ar, mas ele já não está mais em seu peito. Completamente só, tenta acabar com o desespero. Vasculha cegamente uma alternativa, O que fazer? Vislumbra uma saída... Apenas uma: solidão eterna. Vai ao seu encontro, mas descobre que a porta é pesada demais para abrir. Em volta, escuridão. Socorro! Socorro! Acabem com isso! Percebe que todas as pessoas que poderiam lhe ajudar  estão longe, muito longe; você as expulsou. Não sabe onde está, mas sabe como chegou; paradoxo infernal. Ao se ver como realmente é, fraco, agoniza, à espera de alguém que nunca virá, para o libertar.


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